sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Desempenho de Corte: Quando a Ciência encontra a Arte!



Com absoluta certeza, nada gera mais mística na cutelaria ancestral e moderna do que o desempenho de corte de uma lâmina. Afinal de contas, uma lâmina serve, antes de qualquer outra função, para cortar.

Lendas atravessaram os séculos sobre absoluto poder de corte de algumas espadas.

Até mesmo nos dias de hoje, brilhantes estratégias de marketing produzem verdadeiros "milagres cortantes" que, pelo supremo poder de corte, só podem ter sido forjadas pelo Senhor nosso Deus!

Vamos sepultar de uma vez por todas as fantasiosas, absurdas e mentirosas afirmações das Fantásticas Facas Guin........, que não precisam ser afiadas nunca!

Balela marqueteira! Todo material que entra em contato com outro, gera atrito e portanto sofre desgaste! Até o diamante!

E o que dirá do desprazer que tive de assistir à uma "fantástica demonstração de corte milagroso" com uma faca, onde o performático cuteleiro cortava arame apoiado sobre um duro anteparo, com a parte inicial do fio da faca, perto do cabo, que tinha uma geometria de fio mais semelhante à de um machado e na sequência, aproveitando-se da distração dos embasbacados observadores, fatiava um tomate com a outra extremidade do fio, perto da ponta, usinada muito mais agressivamente, que permanecia intocada do corte mágico do arame!


Cutelaria e Metalurgia são uma miscelânea de ciência e arte! Isso é ESTELIONATO e esse camarada não é cuteleiro... é BANDIDO, e vendeu muita faca por causa desse TRUQUE!

Não existe mágica, fórmula secreta, magia nem ilusionismo. Toda faca necessita ser afiada! O que passa disso, plagiando a Bíblia Sagrada, é de procedência do mal!!!

Mas onde termina a mística e começa a realidade? Qual é a fronteira entre o marketing e a ciência?

Vamos analisar alguns dos fatores determinantes do desempenho de corte, não todos eles, pois seria demasiadamente demorado e extenso, porém os principais!

A belíssima espada japonesa

E para discutirmos sobre corte, vou usar como referência a lâmina mais cortante já produzida pelo homem, a espada japonesa Katana.

Katana em ação

Sem qualquer hesitação é a mais eficiente arma antiga que a humanidade criou. Além do mais, obviamente, por ser o ápice do desempenho de corte, ela contém muito bem destacados os principais fatores determinantes a que me referi.

Mestre forjador japonês

Por séculos artesãos forjadores japoneses desenvolveram técnicas de confecção secretas, que eram passadas e aperfeiçoadas de geração em geração, somente àqueles dignos de deter tão sagrado conhecimento.

Samurais

O fruto resultante desse árduo desenvolvimento técnico, aperfeiçoado especialmente mediante tentativa e erro, tornou-se uma lenda nas mãos dos lendários guerreiros Samurais, que eram hábeis não somente com a espada, mas com arco, lança, cavalo e inúmeros outros implementos de guerra.  

Mas por que, diante de infinitos designs e técnicas construtivas a Katana se destacou tanto:

1. Perfil do Fio:

A sensual curvatura acentuada do fio de uma katana não se trata de forma alguma de um requisito estético. Essa curva reduz a superfície de contato inicial entre o fio e o objeto a ser cortado, que por ser menor, produz consequente aumento de pressão na área de corte, que toca o objeto

Teste de corte

Isso é óbvio... acompanhem o raciocínio: Como cortamos uma prancha de madeira com maior facilidade usando uma faca, na face maior ou na menor? Na menor, claro... assim conseguimos maior penetração do fio na madeira, pois a área do fio que entra em contato com a madeira é menor, exercendo maior pressão e encontrando menor resistência!!!


Faca de cozinha - fio curvo

Essa é a grande sacada dos fios curvilineos das Katanas e também de vários outros estilos de lâminas com perfil de fio convexo, como por exemplo facas de chef e alguns modelos de bowies.


O altamente cortante fio curvo

E qual seria então a destinação dos fios de perfil reto e côncavo (ou recurvo)?

Os fios planos tem capacidade de "colher" uma maior superfície de corte de uma só vez, ou seja, o fato de ter seu fio reto faz com que este toque uma maior superfície de uma só vez.


Exemplo de fio plano

Por isso que facas de churrasco destinadas a cortar grandes peças de carne, tem longos fios planos.


Perdendo a cabeça

E o fio recurvo? Ele serve para cortar mediante impacto, ou seja, cortar golpeando. Talvez o melhor exemplo desse design sejam as míticas facas kukri. Que serviam pra quê??? 


Gurkhas Nepaleses

Decapitar o inimigo!!! Os temidos soldados nepaleses fizeram muita gente literalmente perder a cabeça, durante a 2ª Guerra Mundial! 

2. Composição química do Aço:

Certamente esse é o ponto mais explorado midiaticamente. Provavelmente todos que gostam de facas devem ter ouvido no passado sobre o famoso aço alemão Solingen, que na verdade não é o nome de um aço, mas de uma cidade com forte tradição metalúrgica.

Realmente os aços produzidos na região de Solingen eram e ainda são excelentes, aliás, como praticamente tudo produzido pelo povo alemão. Contudo, a forte estratégia de marketing conduzida com excelência pelas indústrias metalúrgicas alemãs, fizeram com que hoje, tenhamos falsificações de facas Solingen Stahl produzidas em dezenas de países do mundo.



Mas afinal, o que torna o aço bom para corte?

Uma infinidade de componentes químicos, mas o manda-chuva deles sem dúvida é o carbono.

Os aços classificam-se em:

a. Baixo carbono;

b. Médio Carbono; e

c. Alto carbono.

Destes, os médios e altos normalmente são os mais utilizados para a confecção de facas e canivetes e os baixos e médios normalmente para a confecção de machados e espadas. Isso não é regra! Eu explico...

Os machados e espadas cortam normalmente mediante impacto, ou seja, corta-se golpeando. Isso produz uma consideravel "torção" na lâmina, invisível olho nu. A lâmina em questão deve permanecer intacta depois dessa torção. Essa capacidade de sofrer deformação e retomar a forma original é tecnicamente denominada de tenacidade. Aí entra o carbono e a dureza advinda do tratamento térmico.

Quanto mais dura a lâmina, mais fácil de ela quebrar. Isso é regra! Como na maioria das facas e canivetes cortamos mediante deslizamento do fio (exceto por exemplo camps e cutelos), pode-se imprimir mais dureza quando do tratamento térmico.

Para espadas e machados, é conveniente que fiquem um pouco menos duros, para otimizar a tenacidade. Ou seja, uma espada, está normalmente mais para uma mola, do que para uma faca. De nada adianta ter um fio super duro e no primeiro golpe do oponente perder a lâmina... e no segundo perder a cabeça!

Entretanto, em se tratando de uma lâmina de faca, por exemplo, não podemos simplesmente pensar que quanto mais dura melhor e ponto final. Isso é burrice.

Em tese, tendo mais dureza, teríamos mais retenção de fio. Ou seja, quanto mais dura a lâmina, menos teremos que reafiar a faca. A dureza alta reduz o coeficiente de desgaste do fio, fazendo com que a faca necessite de menos afiação.

Normalmente as facas custom são produzidas entre 48 e 62 Rocwell C.

Mas há outra coisa a se considerar. Quanto mais dura, muito mais dificil de afiar. Uma faca com dureza 62, 64 por exemplo, só é afiada com uma pedra diamantada, e dá um baita trabalho pra refazer o fio. Ao passo de que uma faca com 56 ou 58, numa situação emergencial, pode ser reafiada até com uma pedra de rio!!!

Considerando que nós nunca sabemos com certeza em quais circunstâncias nossas vidas dependerão de nossas facas, eu sempre opto por uma dureza entre 52 para as maiores e até 60 para as facas menores.

Isso não é medido faca a faca. Temos uma estimativa baseada na tabela de tratamento térmico dos aços.

Um estudo realizado nas forças armadas americanas concluiu que todas elas, Marinha, Exército, Aeronáutica e Corpo de Fuzileiros Navais, preferiram facas menos duras, por serem mais tenazes, resistentes e de fácil manutenção de fio!

Mais uma vez, o meio termo é a melhor opção!

3. Tratamento Térmico:

Quando falamos de tratamento térmico de facas custom, basicamente temos:


Normalizando uma faca durante o curso avançado com 
o Mastersmith Rodrigo Sfreddo

a. Normalização: etapa onde mediante aquecimento à determinadas temperaturas, livramos as lâminas das tenções internas advindas do forjamento;


Temperando

b. Têmpera: etapa de "endurecimento" do aço mediante aquecimento e resfriamento brusco, onde alcançamos a máxima dureza de cada tipo de aço;

c. Revenimento: esse é o ponto! Etapa, onde mediante exposição da lâmina temperada a aquecimento em um forno, conseguimos baixar a dureza excessiva, até uma dureza que chamo de "saudável", ou seja, adequada para uso, promovendo boa tenacidade, boa retenção de fio e razoável facilidade de reafiação.

Vou citar o exemplo dos aços mais conhecidos e utilizados no Brasil: 52100, 5160, 1070, 1095, O1, W1, W2. 


Medidor de dureza Rocwell C

O tratamento térmico é tão vital para o desempenho de corte que, por exemplo, tanto com o 5160, que tem 0,60 % de carbono, quanto com o W2 que tem exatamente o dobro, 1,2 %, conseguimos durezas entre 40 e 60 Rocwell C.

No país, tem-se uma errônea noção de que quanto mais carbono melhor e ponto final. Isso não é verdade. Qualquer lâmina confeccionada com os aços acima citados, se tratada termicamente correta, é capaz de produzir altíssima performance.

Já citei isso o artigo "Damasco, Carbono ou Inox: Afinal qual é o melhor aço?", no Brasil alguns colecionadores tem um certo preconceito com o aço 5160, por ele ser um aço de médio carbono. Mas exatamente esse aço, é o maior vencedor absoluto das edições do Campeonato Mundial de Corte, normalmente realizado nos Estados Unidos.

Ademais, eu pessoalmente já cortei um cabo de aço, da espessura de meu dedo indicador, tendo-o apoiado e batendo com um pedaço de pau no dorso da faca, numa única tentativa (faca feita pelo cuteleiro Ricardo Vilar - modelo Lobo Guará). O cabo seccionou totalmente na primeira pancada, a faca não sofreu nenhuma deformação no fio e admirem-se, a lâmina era feita de 5160. Obviamente que depois disso ela perdeu o fio e necessitou ser reafiada, contudo manteve-se estruturalmente intacta. 

De nada adianta um aço de última geração, se a lâmina não passar por criterioso tratamento térmico.

4. Geometria de Fio:

Essa é certamente a mais difícil de ensinar a novos cuteleiros, bem como de explicar a vocês leitores, por se tratar de uma parte crucial da faca, que no entanto não pode ser enxergada nem tampouco medida.

Vou usar dois extremos que explicam bem o conceito: um bisturi e um machado!



O primeiro é uma ferramenta de corte que trabalha única e exclusivamente deslizando ao cortar. O cirurgião o apoia delicadamente sobre o corpo do paciente e suavemente o desliza, produzindo o corte desejado.


Machado

Já o machado, foi desenvolvido para cortar, sempre mediante impacto, materiais muito mais duros do que o corpo humano, como por exemplo a madeira. Para tal, deve ter uma estrutura física muito mais robusta, tanto com relação ao peso, para que o lenhador se beneficie da inércia, quanto com relação à resistência mecânica do fio, para que este sofra impacto e não se deforme, quebre ou produza dentes.

Nas facas custom esse princípio deve ser obedecido. Dois extremos: Uma faca de cozinha com 4 polegadas de lâmina, projetada exclusivamente para descascar e picar vegetais, e um cutelo, também para a cozinha, destinado a cortar ossos!


Faca de legumes, a primeira da esquerda

A primeira se assemelha mais à uma lâmina de barbear, já a segunda à um machado. E ambas são facas!


Cutelo

Fica claro que essas duas peças devem ter estruturas de fio diferentes. Isso é obvio, mas nem todo mundo respeita essa relação entre resistência mecânica e funcionalidade.


Minha primeira faca

Me lembro bem que, no início de minha carreira, minhas primeiras 2 ou 3 facas de caça, tinham geometria de fio parecidas com a de um machado. Obviamente erram horríveis de corte!

Mas como aferimos isso, se não é visível nem mensurável? Simples: utilizamos o tato da melhor ferramenta já produzida por Deus... fazemos uma pinça entre os dedos indicador e polegar e deslizamos do meio da lâmina para o fio, percebendo o quão acentuada é a curvatura. Isso leva anos para aprender, e mais alguns para conseguir reproduzir.


Skinner ou Nessmuk

É inimaginável esperar alto desempenho de uma faca skinner, por exemplo, que se destina a retirar o couro de uma caça, se ela tiver a mesma geometria de fio de uma faca de campo, que se destina a cortar uma árvore! Não vai funcionar bem!!!


Faca de luta

Uma faca de luta: o que deve cortar??? Só duas coisas: roupas e o cara que está dentro delas, nada mais. Ou seja, não devemos pensar numa estrutura física robusta de uma camp, quando projetamos uma fighter. Além de não cortar como deveria, ainda ficará pesada e lenta.

Alto desempenho de corte = respeito na construção da geometria de fio, alinhada ao que a faca se destina. 


Faca de campo

Corte mediante impacto = fio mais robusto.

Corte mediante deslizamento = fio menos robusto.

FINALIZANDO: Se negligenciarmos esses aspectos na confecção de um projeto, certamente não chegaremos nem perto dos 100% que uma lâmina pode alcançar em termos de performance. Creio que dos 4 itens citados, sem dúvida os mais importantes/determinantes do sucesso de uma lâmina são, o Tratamento Térmico e a Geometria do Fio. A observância destes são condições sine qua non para alto desempenho!






Para receber emails de Facas Disponíveis, 
Vídeos, Artigos e Informativos sobre Eventos, 
cadastre-se, enviando email para:

e.berardoknives@gmail.com

Contato:
Email: e.berardoknives@gmail.com
Celular: (17) 99727-0246
Telefone Fixo: (17) 3525-2595

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cherokee Bowie - VENDIDA!

Olá Pessoal. Quem me conhece bem, profissionalmente falando, sabe que sou um apaixonado por facas nativas de todos os lugares do mundo, pukkos, nessmuks, canadians, Bowies, etc, pois acho que sempre temos muito a aprender com os artistas do passado.

Em se falando de facas nativas norte-americanas, nada é mais tradicional do que as Bowies.

Dentre a infinidade de designs existentes das Bowies, nada retrata melhor o Oeste Americano do que uma Clip Point, com cabo de chifre de cervo, especialmente com coroa.

É uma sutil mistura do rústico com o refinado, do delicado com o arrojado. Uma combinação perfeita, como queijo com goiabada, feijoada com caipirinha...


Um filme que ressalta bem esse estilo de faca é "Em Busca de Vingança" com Pierce Brosnan, que durante todo a estória, destaca sua linda Bowie, que inspira muitos cuteleiros do mundo, inclusive meu irmão querido Serapião, que me presenteou com sua belíssima réplica do filme, Black Bear.

A lindíssima Black Bear do habilidoso cuteleiro
 e grande cara, Luís Carlos Serapião, 
um dos cuteleiros mais "colecionáveis" do país!

As Bowies tradicionais ganharam destaque 
durante a Guerra Civil Americana, 
onde os soldados exibiam orgulhosos suas estimadas facas.

Combatentes Confederados e suas enormes Bowies.

Bowie do século XIX.


Cherokee Bowie

Dados Técnicos:

Lâmina: design clip point, em aço damasco padrão Arkansas Breeze, com 168 camadas, medindo 11 polegadas de comprimento.
Guarda: dupla, oval, em aço damasco.
Espaçador: em aço damasco.
Cabo: em chifre de cervo axis, com coroa, tonalizado com permanganato de potássio.
Bainha: Em couro de búfalo, com adornos de estrelas em baixo relevo.

Interessados entrem em contato por:
Telefones: (17) 3525-2595 
Email: e.berardoknives@gmail.com

O lindo cabo de chifre com coroa, 
harmonizando perfeitamente com a lâmina clip point.

Empunhadura muito, muito confortável!

Vista superior do lindo cabo, 
com a coroa voltada para o exterior.

Uma peça imponente e bonita na cintura.

Uma foto da faca antes de tratar o damasco e tonalizar o cabo.

A sensualidade e a imponência respeitosa do clip point, 
a ponta virada pra cima.

O cabo curvo na medida certa, 
empunhadura ergonômica, manuseio potente e seguro.

Vista superior. 
Ainda que bem grande é uma faca bastante leve.

Elegante na cintura.

Uma tradição com a roupagem moderna do aço damasco.



Para receber emails de Facas Disponíveis, 
Vídeos, Artigos e Informativos sobre Eventos, 
cadastre-se, enviando email para:

e.berardoknives@gmail.com

Contato:
Email: e.berardoknives@gmail.com
Celular: (17) 99727-0246
Telefone Fixo: (17) 3525-2595

domingo, 24 de novembro de 2013

Apaloosa Bowie - VENDIDA!

Notícias:

Olá meus caros Amigos, é um grande prazer voltar a me comunicar com vocês depois deste dias afastado tanto da Oficina quanto do Blog. 

Meu concurso ainda não terminou. Fui aprovado na 36ª colocação (classificação por nota) entre os 190 candidatos, com 73% de acerto das 100 questões da 1ª fase. Isso me deixou muito feliz, mas ainda não posso comemorar, pois resta ainda a 2ª fase, onde farei a defesa oral do meu Projeto de Pesquisa para uma banca composta por 1 Coronel e 2 Tenentes-Coronéis. Essa fase é muito difícil e normalmente reprova bastante gente.

Quero agradecer as várias dezenas de mensagens de incentivo que recebi. Normalmente respondo à cada um dos contatos, mas excepcionalmente a estes não respondi para me concentrar nos estudos. Muitíssimo obrigado! Continuem torcendo por mim. Eu certamente estou fazendo a minha parte!

Faca Disponível:

Quero oferecer-lhes esta bela faca Apaloosa Bowie cujos dados técnicos são os seguintes:

Lâmina: em aço damasco padrão Arkansas Breeze com 114 camadas, design swedge point,  falso-fio extra-longo, medindo 12 polegadas e 1/8 de comprimento. O damasco ficou extremamente brilhante e contrastante.
Guarda: dupla, em aço inox com acabamento acetinado. 
Espaçador: em aço inox com acabamento acetinado.
Cabo: em chifre de cervo sambar, tonalizado com permanganato de potássio.
Pomo: em aço inox com acabamento acetinado.
Bainha: em couro de búfalo, com adornos de volutas em baixo relevo.

Uma peça grande, forte, imponente e muito bonita, que seria um presente de natal único e inesquecível, para uma pessoa especial, ou mesmo para si próprio, ao final de um ano de muito trabalho. 


O belo contraste entre o negro do damasco, 
o prata das fornituras e o ambar do cabo.

O longo falso-fio que tem quase o comprimento total da lâmina.

Lindo pipocado ambar do cabo.

Benicio, meu caçulinha de 5 meses.

Uma peça pra quem gosta de facas grandes.

Benicio em sua primeira aula de confecção de bainhas.
Quietinho no bebê conforto sobre a bancada de serviço,
observando o velho trabalhar.

Apaloosa Bowie.

O Benicio achou um pouquinho grande pra ele!!!

Muito bem armado!!!

Educando meninos:
- Pai, tem um sapo na piscina!
- Vamos pegar ele filho!
- Mas eu tenho medo!
Depois dessa, qualquer sapo que aparece o Francisco sai logo pegando 
e se achando o cara mais corajoso do mundo!

Brutona na cintura.

Belo conjunto.



Para receber emails de Facas Disponíveis, 
Vídeos, Artigos e Informativos sobre Eventos, 
cadastre-se, enviando email para:

e.berardoknives@gmail.com

Contato:
Email: e.berardoknives@gmail.com
Celular: (17) 99727-0246
Telefone Fixo: (17) 3525-2595